A Constituição da Igreja no Novo Testamento

A constituição da igreja no Novo Testamento

Publicado com a permissão da autora:

Mara Lúcia de Almeida Cantarutti[1]

Resumo

O estudo da igreja, seguindo uma metodologia interpretativa dos textos bíblico, nos leva a perguntar a respeito de como surgiu a igreja de Cristo. Qual a sua origem? Quando surgiu? Para tornar-se membro do corpo de Cristo é necessário frequentar uma instituição? Qual o papel da igreja de Cristo e a sua importância histórica?

Esses questionamentos se tornam relevantes na medida em que se busca nos dias atuais o reconhecimento da identidade da igreja e sua legitimidade para falar do Divino.

 

Palavras – chave

Igreja; Igreja Primitiva; Corpo de Cristo.

 

Introdução

O estudo teológico de temas pertinentes à constituição e natureza do que é a igreja de Cristo passa pela necessidade de compreender os ensinamentos bíblicos que tratam os temas relacionados com essa instituição. Se por um lado temos a vontade, como pesquisador, em buscar algum código oculto para desvendar os mistérios teológicos contidos nos textos sagrados, por outro, temos a fragmentação de temas, capítulos, personagens, até mesmo versículos que podem nos fazer perder a visão do todo.

Seja qual caminho escolhemos, existem algumas considerações iniciais que são fundamentais para uma compreensão da história e constituição do que hoje conhecemos como igreja.

Busca-se com este trabalho, desenvolver uma abordagem sobre o que é igreja, certo de que para alcançar este objetivo, analisar-se-á os elementos históricos do Novo Testamento, principalmente no tempo dos apóstolos com base no que os textos bíblicos dizem e com isso, responder alguns questionamentos que acompanham a história da igreja. Inicialmente, procura-se entender como se dá a constituição e o inicio do que chamamos de igreja? O que é igreja? Qual sua natureza, ela é uma instituição terrena ou uma concepção espiritual que transcendem as categorias da organização humana?

Essa discussão necessariamente passa por um estudo detalhado da Teologia Bíblica do Novo Testamento em que devemos entender a teologia como uma disciplina histórico-teológica, nesse sentido é preciso interpretar os textos contidos no Novo Testamento, pela exegese do próprio texto, que foi criado para um povo específico e para uma época específica. A dificuldade aqui é olhar para o passado com os “olhos” do presente, sem deformar o objeto de estudo que está a dois mil anos atrás.

Assim, pretende-se analisar o que as escrituras dizem sobre a constituição da igreja primitiva, suas principais doutrinas e responder outras perguntas, tais como: quando, onde e por quem a igreja foi formada? A igreja é detentora do monopólio das verdades da fé cristã? É preciso fazer parte de uma instituição chamada igreja para ser um verdadeiro cristão? De qual igreja estamos falando? 

Assim, não se pode analisar a essência da igreja segundo uma teologia bíblica sem falar da importância da pessoa e mensagem de Jesus. O apóstolo Paulo vai além. Paulo fala que nossa fé deve estar baseada na figura de Jesus Cristo e esse ressuscitado para que nossa fé não seja vã.[2]

Quais as primeiras ideias sobre a constituição da igreja nos textos do Novo Testamento? É certo que há muitos questionamentos históricos e teológicos em torno da constituição da igreja, principalmente sobre suas conexões politicas e sociais, entretanto, esse é o nosso desafio, fazer uma Teologia que nos permita conhecer a Deus e sua revelação, separando o que no caminho histórico, embaralhou nossos olhos.

Portanto, “Teologia do Novo Testamento…é a compreensão das questões relativas a Deus expressas pelo Novo Testamento, nele subentendidas ou dele dedutíveis” (MORRIS, 2003, p. 12).

Aqui buscamos algumas respostas específicas com base nessas primícias citadas acima. As questões levantadas nessa abordagem sobre igreja serão extraídas das ideias dos autores do Novo Testamento e nelas contidas.

Assim, nesse trabalho vamos analisar o que o Novo Testamento fala sobre a igreja, buscando identificar as características da igreja primitiva e de sua identidade. Como os autores do Novo testamento mencionam seu papel e sua importância histórica.

I – Igreja primitiva

O livro de Atos dos Apóstolos relata os primeiros e principais acontecimentos históricos que nos levam a relacionar a constituição da igreja com a vida dos apóstolos e a mensagem do Reino de Deus, essa relação dinâmica entre vida e a palavra nos revela a essência do que é igreja.

Nos versículos iniciais do primeiro Capítulo de Atos o autor relata que havia 120 homens reunidos em Jerusalém, ouvindo instruções sobre o Reino de Deus, e que perseveravam unânimes em oração em obediência à ordem de Jesus e que não fizessem nada até que fossem revestidos do poder de Deus.

Assim como lemos no livro de Atos dos Apóstolos, o dia do Pentecostes marca os primeiros passos da constituição da igreja de Cristo, LADD diz:

No dia do Pentecostes, algo maravilhoso aconteceu: os discípulos de Jesus experimentaram uma visitação divina, acompanhada de certas manifestações visíveis e audíveis, que os convenceu que Deus derramara seu Santo Espírito sobre eles (2003, p. 488).

Aqui dois aspectos precisam ser destacados, por um lado a comunhão, a reunião dos discípulos no mesmo lugar e a ação do Espírito Santo sobre a vida das pessoas. LADD continua falando dessas primeiras reuniões e da natureza dessa comunidade que estava se formando:

Não sabemos qual era o tamanho da sala onde as 120 pessoas se congregaram antes do Pentecostes (1:13) e, embora fique claro que a igreja tinha um lugar central para reuniões (12:12), é difícil imaginar um lugar suficientemente grande para comportar todos os crentes (2003, p. 495).

Entretanto, uma das características presentes na comunidade dos primeiros cristãos era que eles se reunião nos lares, em pequenos grupos (At 2:46; 5:42).

Independente da forma como eles se organizavam e onde aconteciam as reuniões, podemos dizer que essencialmente os primeiros cristãos eram pessoas que se reuniam convencidas da verdade da mensagem propagada por Jesus. Essa era a característica essencial que definia a identidade desse grupo. E o próprio Cristo amou a sua igreja e se entregou por ela (Ef 5.25).

Daí a importância de definir o que é igreja. De qual igreja estamos falando?

A identidade socialmente criada desses seguidores, enquanto comunidade estava no fato de que as pessoas chamadas de cristãos eram seguidoras dos ensinamentos de Jesus, especialmente sobre a mensagem do Reino de Deus não necessariamente porque pertenciam a uma instituição[3].

Torna-se interessante nesse sentido destacar que os Judeus, especificamente Saulo, quando perseguia os discípulos de Jesus, procurava matar aqueles que se reuniam em torno da mensagem de Jesus e eram do Caminho.[4]

Muitos dos cristãos da igreja primitiva foram mortos por defender a fé cristã, conforme o seguinte relato:

Era estranha e inusual a visão daqueles homens entrando na arena com passo destemido e semblante jovial, olhos erguidos ao céu, onde pareciam contemplar uma cena brilhante de glória, e brava e intrepidamente, anunciar a religião do Deus crucificado. Eram homens que pertenciam à detestável seita que viera da Judéia. Eram os desprezadores dos deuses do Império. Eram os cristãos. (O’REILLY, 2005, p. 35).

Importante destacar aqui, que as razões apresentadas para inaugurar a perseguição contra os cristãos eram mais em decorrência da divulgação de ideias contrárias ao Judaísmo, tidas como heresias, que afrontavam a religião dos Judeus, do que propriamente dito uma perseguição contra uma instituição chamada Igreja, até porque essa instituição ainda não existia.

Assim o que os primeiros cristãos faziam não eram pregar uma “placa” de igreja ou defender uma instituição propriamente dita, eles pregavam a mensagem do Reino de Deus e se reuniam com esse propósito.

Neste ponto torna-se imperioso diferenciar o que é a mensagem do reino de Deus e o que é igreja.

O Reino é primariamente o reinado dinâmico ou domínio soberano de Deus e, por derivação, a esfera na qual tal soberania é experimentada. De acordo com a linguagem bíblica, o Reino não deve ser identificado com as pessoas que pertencem a ele. Elas formam o povo do domínio de Deus que entra no Reino, que vive sob a autoridade desse Reino, governado e orientado pelo próprio Reino. A igreja é a comunidade do Reino, mas nunca o próprio Reino (LADD, 2003, p.149).

Mas então o que é a igreja?

Segundo GRUDEM “a igreja é a comunidade de todos os cristãos de todos os tempos”, e ele continua dizendo:

Quando Moisés diz ao povo que o Senhor havia lhe dito: “Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver…” (Dt 4.10), a Septuaginta traduz a palavra “reúne” (heb. qãhal) pelo termo grego ekklesiazo, “convocar uma assembléia”, verbo cognato do substantivo do Novo Testamento ekklesia, “igreja”. (1999, p. 715).

Essa conceituação dá ênfase à reunião de todos os santos que seguem a mensagem do reino, sendo criado então o termo de igreja invisível, espiritual.

Isso se dá porque não podemos ver a condição espiritual do coração de ninguém. Podemos ver os que frequentam a igreja e perceber sinais externos de uma mudança espiritual interior, mas não podemos de fato ver o coração das pessoas nem enxergar o estado espiritual em que se encontram – algo que só Deus pode fazer. (GRUDEM, 1999, p. 716).

A caracterização de igreja invisível e a igreja visível cria um distanciamento teórico da interpretação histórica e das tradições valorizadas pela igreja católica, mas nesse trabalho não vamos aprofundar essa discussão, pois nosso objetivo é analisar a estrutura e características da igreja primitiva.

II – A igreja invisível no Novo Testamento

O vocábulo grego ekklesia, significa assembléia ou congregação, “no novo testamento, ekklesia, designa congregações locais (At 9.31;15.41;Rm 16.4) ou a comunidade dos redimidos, a igreja invisível e universal ( 1Co 1.2; 1Pe 2.9-10)” (FERREIRA; MYATT, 2007, p. 948).  

Era a reunião de pessoas em algum local, em nome do senhor Jesus, que caracterizava a igreja local[5]. Mas não há uma forma organizacional deixada nas escrituras para formar a igreja de Cristo? Como são reguladas as reuniões das comunidades verdadeiramente cristãs?

O Novo Testamento parece destacar várias imagens que se refere à igreja. Ela é o povo de Deus, (Gl 6.16), a noiva de Cristo (Ef 5.27), o corpo de Cristo (Cl 1.24); o edifício cujo fundamento é Cristo (1 Co 3.11) tratando-a como uma reunião de pessoas igualmente submissas ao pai eterno.

Mesmo a presença de um corpo sacerdotal não nos permite afirmar que a igreja seja uma instituição hierarquizada nos moldes sociais, “…toda a igreja é descrita como uma comunidade sacerdotal, um “sacerdócio santo” e “um sacerdócio real”, do qual todos os filhos de Deus partilham igualmente como sacerdotes (1Pe 2.5,9; Ap 1.6; 5.10; 20.6)” (FERREIRA; MYATT, 2007, p. 949).

Nessa mesma linha de raciocínio Erickson diz que “A Bíblia emprega uma série de imagens para descrever a igreja. Entre as mais importantes, estão: povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espirito Santo” (2015, p. 991).

Como já mencionamos acima o termo grego que define igreja fala de uma reunião de crentes em determinada cidade.

Paulo usa a palavra ἐκκλησία. mais do que qualquer outro autor do NT. Visto que a maioria de seus escritos era de cartas dirigidas a encontros locais específicos de crentes, não é de surpreender que o termo geralmente se refira a um grupo de crentes em determinada cidade. (ERICKSON, 2015, p. 998).

Essa forma de conceituar a igreja nos leva a entender a natureza universal do que ela é. Erickson, afirma que A igreja inclui a todas as pessoas em qualquer lugar do mundo que estão, de forma salvífica, relacionadas a Cristo”.

Continua ele:

Em vista disso, podemos tentar uma definição teológica de igreja: ela é todo o corpo daqueles que, por meio da morte de Cristo, foram  reconciliados de forma salvífica com Deus e receberam nova vida. Isso inclui todas essas pessoas, seja no céu, seja na terra. Embora universal em sua natureza, a igreja encontra expressão em agrupamentos locais de crentes que revelam as mesmas qualidades que o corpo de Cristo expressa como um todo. (2015, p. 999).

 

III – O fundamento da Igreja

É certo que o conceito de igreja passou por inúmeras transformações e é Inácio, “no início do segundo século” que “salientou a importância da organização eclesiástica, ou seja, do papel do Bispo” (HAGGLUND,1986, p. 89).

E aqui é preciso cuidado ao querer estabelecer algumas regras doutrinárias. A igreja é uma organização invisível e universal[6]. O autor do livro de Efésios diz:

Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. (Ef 4. 4-6).

Todavia, a igreja invisível se organiza e se manifesta de forma visível e trazendo características sociais, com essa “mutação” não se podem confundir as coisas. É um erro concluir que há um exclusivismo eclesiológico, ou seja, “o erro por trás desse exclusivismo eclesiológico está no pressuposto de que a igreja universal é necessariamente uma igreja visível” (FERREIRA; MYATT, 2007, p. 996).

Não podemos confundir a instituição igreja visível, que reflete o produto das relações interpessoais onde podemos ver o que, e de que forma é estabelecida uma organização local para executar os propósitos de levar a mensagem do reino com a essência do corpo de Cristo.

É na igreja local que podemos identificar a opção escolhida para organizar e hierarquizar as funções eclesiológicas. A estrutura eclesiástica é necessária para a comunhão e ordem do povo de Deus, mas é algo secundário. Portanto, a estrutura eclesiástica jamais deve ser confundida com a essência da igreja”. (FERREIRA; MYATT, 2007, p. 996).

Apesar de a Bíblia trazer a ideia da existência de uma igreja invisível e universal, não podemos ignorar que a história é construída pelas decisões tomadas pelos homens dentro da igreja local, por isso visível. Desta forma, os membros e a liderança da igreja local devem analisar se as suas decisões tem priorizado a mensagem do reino de Deus ou tem se afastado do propósito original da igreja de Cristo.

Assim, é o estudo bíblico da organização eclesiástica que vai garantir o entendimento de que a igreja local está em sintonia com a missão proposta por Deus.

 

IV – A organização eclesiástica

Cristo fundou a igreja primitiva e naturalmente as pessoas se reuniam para professar os ensinamentos divulgados pelos Apóstolos.

Os apóstolos foram os primeiros líderes da igreja eles pareciam ter “um tipo singular de autoridade na igreja primitiva: autoridade para falar e escrever palavras que eram “palavras de Deus” em sentido absoluto” (GRUDEM, 1999, p. 760).

Entretanto, com o crescimento da igreja, dia a dia, iam aumentando o número de seguidores da mensagem de Cristo, além dos apóstolos, uma liderança foi surgindo naturalmente, como pode se observar com a nomeação dos diáconos (At 6) e dos Anciões (At 11:30) Quando Paulo organizou igrejas na Ásia, designou Anciões em cada uma delas (At 14:23). A forma de liderança foi um desenvolvimento histórico, no qual participam os apóstolos, os anciões e a congregação”. (LADD, 2003, p. 497).

Outra liderança muito presente nos escritos do novo testamento é a figura do Presbítero[7], diz o texto bíblico: “Paulo e Barnabé designaram-lhes presbíteros em cada igreja...” (At 14.23). Esses presbíteros às vezes eram chamados de Pastores ou Bispos.

A igreja local parece ir tomando forma com os escritos de Paulo que em cada nova viajem vai dando instruções e orientando sobre a organização e papéis de cada um no momento do culto.

Todavia, Não havia organização nem líderes nomeados. A ekklesia não era como hoje: uma instituição organizada. Era uma comunidade dos judeus dentro do judaísmo, pequena e de comunhão aberta” (LADD, 2003, p. 497).

Essa organização será construída no decorrer da história, trazendo inclusive grandes discussões sobre a “unidade da igreja” e sobre a “autoridade da palavra”, entretanto, para não fugir do tema inicial não vamos analisar com detalhes nesse trabalho.

Certo é que o ingresso na igreja era marcado pela aceitação da mensagem do Reino de Deus, especialmente da aceitação da ressureição de Cristo. E a reunião dos cristãos tinham alguns ensinamentos fundamentais, entre eles, o batismo (Mt 3.2), a ceia do senhor (I Co 11.24-26), o ensino sobre os dons espirituais (I Pe 4.10 e 11), entre outros.

CONCLUSÃO

Como vimos acima, não se pode negar que seguir a Cristo é fazer parte de uma comunidade organizada e hierarquizada.

E esse tema se torna relevante, pois vemos várias instruções dos apóstolos para que os seguidores de Cristo tenham um comportamento condizente com o “corpo” de Cristo.

É certo que a igreja está mais ligada a divulgação da mensagem da cruz de Cristo do que submissa a uma estrutura institucional que forma e organiza essa comunidade, todavia, uma não sobrevive sem a outra.

Por isso que esse tema merece ser mais pesquisado e aprofundado para estabelecer limites para o alcance da autoridade institucional e a primazia da Mensagem do Reino que liberta e transforma.

Um ponto importante a ser destacado, creio, é que nós, como seres humanos, somos seres sociais, vivemos em comunidade e participamos de diversas instituições, a igreja é uma delas. Todavia, a igreja, como organização social e por isso humana, não deve se distanciar dos ensinamentos de Cristo, a mensagem do Salvador deve prevalecer ante as primícias estatutárias de quaisquer Instituições humana. 

Bibliografia

 

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. 20ª edição. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 2019.

BÍBLIA. Português. Bíblia de estudo NVI. São Paulo: Vida, 2003.

ERICKSON, Millard J.. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova. 2015.

FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova. 2007.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova. 1999.

HAGGLUND, Bent. História da Teologia. 3º edição. Porto Alegre – RS: Concórdia Editora. 1986.

LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. Edição Revisada. São Paulo: Hagnos. 2003.

LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. 9ª edição. Rio de Janeiro – RJ: Editora Juerp. 1988.

MORRIS, Leon. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2003.

O’REILLY, A.J. Os Mártires do Coliseu: Rio de Janeiro: CPAD. 2005.

[1]. Bacharelanda em Teologia pelo Seminário Teológico Betel Brasileiro (São Paulo- SP). Diaconisa da Igreja do Evangelho Quadrangular no Jardim Santa Cruz em São Paulo/SP.

[2]  I Co 15.14 – “ E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a nossa fé”. Essa passagem bíblica nos reporta a uma abordagem do que é a igreja passando necessariamente, pela figura de Jesus Cristo.

[3] Parece-me que a mensagem do Reino não pode ser desvinculada do surgimento dessa nova Instituição Social que chamamos de igreja, por isso é tão importante a analise dos pressupostos originais que criaram a igreja, ou seja, do seu estatuto “doutrinário” deixado pela mensagem do Reino de Deus, com o que a Igreja enquanto Instituição Humana realiza com base nessa mensagem que muitas vezes, não são a mesma coisa.

[4]  Conforme Atos 9:2 – “ …caso achasse alguns que eram do Caminho,…”

[5]  Mt 18.20 diz: “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”.  A reunião era marcada sempre com o propósito de falar da pessoa de Jesus e a palavra igreja era sempre relacionada a reunião de pessoas e não a um prédio ou instituição, nesse ultimo sentido podemos ler Jo 4.23.

[6]  Ferreira e Myatt no capitulo 21 da obra citada na bibliografia faz uma evolução histórica do conceito da igreja, especialmente do momento histórico que surgiu o nome da igreja católica, cujo significado é universal (ver p. 920 a 932).

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