Ministério Infantil: um compromisso de amor

Por

Kátia Cristina Tavares Ribeiro

Formada pela faculdade de educação da USP em ensino fundamental, professora evangelista de crianças pela APEC e membro da Igreja Batista Central de Poá

 

Ministério Infantil: um compromisso de amor

A primeira ideia que surge na mente das pessoas quando se deparam com alguém que participa do ministério infantil está associada a figura de uma cuidadora de crianças.

Eu posso afirmar que a profundidade deste cuidado ultrapassa o limite de brincadeiras, do ambiente lúdico e da figura de professora de crianças.

Antes mesmo de se tornar um ministério, o amor pelos pequeninos é o início de um processo que posteriormente culminará num compromisso. Ele é o que torna o serviço ministerial um prazer, e sendo assim, o empenho em torna-lo produtivo será a motivação para fazer do ensino bíblico um agente transformador do caráter dos pequeninos, que aprenderão verdades aplicáveis em suas vidas.

Portanto, não basta colocar um grupo de crianças numa determinada sala cheia de brinquedos. Faz-se necessário que, mesmo sendo muito novos, este tipo de material seja usado como uma forma de contato, onde o brinquedo possa fazer parte da história contada, ou até mesmo servir como referencial para uma canção. O mesmo se pode afirmar sobre um ambiente repleto de visuais, que o tornam alegre, mas se não houver um contexto que o sustente permanecerá como uma simples decoração.

O ministério infantil na igreja tem um valor inestimável para Deus. Não é fácil, porém traz recompensas preciosas a longo prazo. Uma criança que tem a oportunidade de ser ensinada nos caminhos do Senhor, realmente não se desvia dele, pois experimentou as virtudes das Escrituras durante o melhor momento de sua vida, livre de preconceitos, cheias de fé, e tendo bons exemplos a serem seguidos.

O fato é que ainda clamamos por mais trabalhadores para esta seara. Muitos acreditam que até por lidarem com este tipo de clientela durante a semana em seu emprego, precisam de um “descanso” nos finais de semana ou em quaisquer outros eventos que envolvam crianças na igreja. Como professora vejo nesta questão uma oportunidade, onde meu trabalho secular contribui para o exercício do ministério; o que não quer dizer que somente os profissionais da educação podem assumir este compromisso, o chamado não está preso a um certificado ou emprego. Antes de mais nada, nasce de um princípio simples: o amor. O mesmo amor que Jesus um dia provou ter por você, deve mover seu coração a multiplicá-lo em forma de ensino espiritual.

Outra questão a ressaltar é que as crianças é que as crianças também nos retribuem com ensinos. Afinal, o próprio Mestre afirmou que de tais é o Reino dos céus. Há momentos em que devemos aprender com os pequeninos, que tem uma capacidade especial de perdão, quanto também uma sensibilidade em perceber nossas tristezas, e até mesmo de consolar com simples gestos.

Quando conhecemos, respeitamos, amamos e nos conscientizamos da importância de suas vidas para Deus, tornamo-nos excelentes candidatos a assumir o ministério infantil como um compromisso de amor.

 

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Um comentário

  1. Yo no estoy en linea con lo aqui reflejado, pienso sinceramente que hay muchos matices que no han podido ser tomados en cuenta. Pero valoro mucho vuestra opinion, es un buen articulo.
    Saludos

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