Criatividade ao ensinar

Por

Kátia Cristina Tavares Ribeiro

Formada pela faculdade de educação da Universidade de São Paulo em ensino fundamental, professora evangelista de crianças pela APEC e Líder do Ministério Infantil da Igreja Batista Vale das Virtudes

 

Criatividade ao ensinar

A palavra “ensinar” por si só remete a uma série de aspectos que devem ser considerados para que esta tarefa seja eficaz. Há de se levar em conta o objetivo, conteúdo, estratégias, recursos e avaliação. Tudo isso deve estar bem articulado e somente com uma prática pertinente é que se concretiza o ensino de fato. Por isso, a preparação de uma boa aula requer compromisso, estudo até a busca por satisfazer as necessidades de cada geração, com suas peculiaridades.

O que pretende-se tratar é a dificuldade que muitos geram em torno do que utilizar como recurso de ensino na dependência de materiais disponíveis, acreditando que é impossível ensinar sem fantoches, maquetes, filmes, cds, dvds etc.

Aqui a criatividade é tratada como nada mais que a capacidade de fazer uso do que está em mãos, isto é, materiais simples, como objetos que compõem o ambiente onde está sendo ministrada a aula. Jesus utilizava em suas parábolas elementos reconhecidos pelos seus “alunos”. Assim, por conhecer as necessidades das pessoas suas histórias vinham de encontro com elas, o que possibilitava um ensino eficaz. É possível verificar que Ele menciona o ambiente como cenário, sendo este um instrumento para atrair a atenção das pessoas.

Um bom contador de histórias não precisa de nada mais a não ser sua voz carregada de entonação e interpretação. É obvio que somando esta capacidade com os variados recursos que temos atualmente, aumenta a riqueza do ato de contar.

Abordando o assunto de uma forma mais prática, podemos contar uma história ou ensinar virtudes bíblicas através de características de determinados elementos. É o que fazemos ao aplicar o livro sem palavras, que aproveita a relação das cores com condições humanas, lugares, acontecimentos; e com isso a identificação da mensagem com aquele que a ouve facilita seu entendimento e aceitação. E não é necessário ter o livro em si, pois o mais importante é adotar qualquer material que seja das cores expressas nele. Por isso, é possível recorrer desde o papel colorido até o tecido, organizado como livro, mas que também permite uma variedade de apresentações, em forma de cartões, chaveiros, corações; enfim, o que a criatividade permitir, respeitando o tema central que é o de revelar o amor de Deus através salvação em Cristo Jesus.

Os cânticos também podem ser utilizados como instrumentos de ensino. Por meio de gestos, é possível ensiná-los; o que não deve servir de desculpa para a confecção de cartazes, por exemplo. O que tem que se considerar são algumas regras básicas para que atenda aos pequenos, adequados tanto em sua apresentação visual quanto no teor do texto.

Existe, além dos recursos materiais propriamente ditos, publicações que ensinam diferentes formas de conduzir uma aula, sejam com figuras recortadas de silhuetas de um elemento referencial do texto em questão, personagens confeccionados com material reciclável, até cenários e figuras prontas com permissão de cópias para a Igreja.

Creio que todos temos a capacidade de elaborar excelentes aulas, renovando-as com os materiais disponíveis. O que vale ressaltar é que nos diferenciamos nas habilidades: há os que desenham melhor, outros pintam, outros cantam… Investir nas suas melhores qualidades é um dos passos para a elaboração de ótimos recursos áudio visuais.  E contar com ajuda dos outros membros, lembrando que somos um corpo, e por isso o trabalho com o ministério infantil não deve ser um ato solitário, mas uma tarefa que envolva a todos, cada um contribuindo com o potencial que o Senhor lhe deu.

Sejamos mais atenciosos para o que nos rodeia, permitindo que Deus revele a multiplicidade de recursos que Ele nos disponibiliza. E não retenhamos quando isso requerer que adquiramos tantos mais quantos forem possíveis para o aprimoramento do ensino de crianças.

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