A relevância das histórias no ensino de crianças

Por

Kátia Cristina Tavares Ribeiro

Formada pela faculdade de educação da Universidade de São Paulo, professora evangelista de crianças pela APEC e membro da Igreja Batista Vale das Virtudes

A relevância das histórias no ensino de crianças

Uma história sem “vida” não produz atrativo algum. Pode chamar a atenção inicialmente pelo título ou até mesmo um resumo que expresse um enredo interessante; mas se não houver uma relação entre o espectador e uma realidade possível pelo menos, o texto deixará de transmitir a mensagem adequada. Por isso, as melhores histórias são aquelas que retratam a realidade com a qual nos identificamos.

É claro que para contar uma história para as crianças há de se considerar tanto a idade quanto à maturidade própria dos pequenos, que muitas vezes ouviram textos com finais felizes, seguindo um padrão. É preciso compreender que os textos bíblicos podem até não conter o desfecho que esperamos, porém todos carregam em sua essência ensinamentos.

Para se optar por esta ou aquela história a ser contada deve-se levar em conta para quem será relatada. Se tratamos com crianças menores, as narrativas devem ser mais curtas. Já com os maiores é possível estender-se nos acontecimentos e em mais detalhes que constroem as histórias.

Face a essa tarefa é importante ressaltar o reconhecimento de cada história segundo sua função. Assim, existem as fictícias, não reais, que servem de introdução para as verdadeiras porque enfocam o ensino contido nestas. Os relatos reais, por sua vez, são mais interessantes porque o desfecho não é meramente previsível, ou seja, não se sabe com exatidão de detalhes o final daquela narrativa. E isto por si só já é um forte atrativo para as crianças que se reconhecerão na vida das pessoas descrita na Bíblia proporcionando a elas a construção de suas próprias histórias de vida através do ensino das narrativas bíblicas.

É verdade que as histórias bíblicas não são as únicas de conhecimento dos pequenos. Há uma variedade de temas retratados em forma de histórias. Seu envolvimento com os relatos, sejam escritos ou não, ultrapassam a barreira do ouvir. Quando assistem televisão deparam-se com histórias muitas vezes inventadas e que aguçam a sua imaginação, cativando-as pois de alguma forma se identificam com elas. Jesus mesmo contava muitas parábolas utilizando-se deste poderoso recurso para ensinar.

As crianças gostam de histórias e quando for ensinar verdades espirituais seja cuidadoso ao explicar que as da Bíblia são verdadeiras, evitando que as igualem com textos ou relatos seculares. Esta atitude também permitirá um discernimento quando se depararem, por exemplo, com filmes baseados na Palavra de Deus onde já encontramos desvios incoerentes dos escritos. Elas poderão confrontá-los com a Verdade; o que fortalecerá sua fé nas Escrituras e nos milagres que Deus opera.

Os pequenos correspondem muito bem ao ensino através de histórias. Portanto, invistamos nelas!

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